sábado, 14 de agosto de 2010

Criatividade

O ato de se criar música  definido por alguns como improvisação, composição, performance; requer um certo preparo  de quem o executa.Seja através  da instrução,conhecimento, vivência, musicalidade(?); e outros,muitos  fatores podem influir no processo ou no produto que se cria.


Seja na música ou nas artes de uma maneira geral a improvisação configura como um ato expressivo e de grande  validade na prática e na vivência,seja de um indivíduo ou grupo; mesmo que seja de certa forma conduzida  a uma performance e condicionada às regras que muitas vezes estão "implícitas".


O termo improviso é muitas vezes associado com algo feito de maneira que não envolve um pensamento mais refinado ou uma preparação,é também confundido com fazer "qualquer coisa"...


Na música, o processo de criação muitas vezes é descrito em livros, assim como o processo de composição, como uma atividade prática associada a um conhecimento de um material harmônico, melódico, rítmico,e seu caráter de estrutura, forma, etc. 


Apesar de toda complexidade teórica envolvida em um processo como este, e também não ignorando o fato que seria necessário conhecer teoria musical, as escalas e outras definições que compreendem a "linguagem musical", as definições e  provavelmente a teoria surgiu da necessidade de se ensinar música e da sua prática.
Na opinião de muitos teóricos é fundamental a vivência  de  todo o processo seja de composição ou improviso,seja ouvindo ou praticando, só se aprende  fazendo, ou seja na prática.


Na música chamada de popular uma prática muito comum é improvisar sobre músicas conhecidas progressões de acordes que caracterizaram determinado gênero musical,transcrever solos, e também criar suas próprias composições ou improvisos muitas vezes a partir do que foi feito pelos outros.


Sempre fui curioso a este respeito destas atividades, e  numa palestra com educadores e músicos perguntei como eles lidavam com o processo criativo em sala de aula,dentre as diversas práticas descritas uma resposta me chamou mais a atenção: 


-"Você percebeu que o aluno criou algo... a partir do que ele criou você o conduz, mas sem interferir; deixe-o livre, mostre as possibilidades..."


Em geral muito do que se escreve sobre música é dotado de  fórmulas e regras,e muito pouco sobre a criatividade e liberdade... é preciso romper sem esquecer o que é fundamental.... o ser humano, sua liberdade e sua expressão acima dos rótulos!!!!


Para fechar uma frase de Charles Mingus:




“Anyone can make the simple complicated. Creativity is making the complicated simple.”
Charles Mingus




Abraços

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Improvisar ou compor?

Uma questão muito freqüente no meio musical é que a improvisação e composição seriam abordagens diferentes do mesmo processo.
Improvisação é chamada, principalmente no meio"jazzístico"como uma composição"ïnstantânea"ou espontânea.Ambas aparentemente necessitam de técnica, inspiração(?),criatividade sobretudo.
Como guitarrista  vejo que o ensino destas práticas ou técnicas ficam as vezes condicionadas a um gênero musical,e a quantidade de notas que determinado artista toca!.
Mesmo hoje, que existe uma quantidade grande de informações, sobretudo na internet e livros especializados sobre o assunto,mas ficam aquelas velhas perguntas... é possível se ensinar composição?, e improvisação? criatividade?
Saudações!
Minha idéia para este blog é um lugar para trocar informações, idéias e conceitos sobre música, improvisação e criatividade.

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